Atenção Plena – Semana 1

Concluí o desafio de dezembro e anunciei o desafio do Atenção Plena. Que foi o último livro do desafio, mas que eu fui lendo e não sabia que chegaria um momento que iria começar um curso de meditação de oito semanas. Já fazem duas semanas que comecei oficialmente a prática. Na primeira semana tive algumas falhas, então prolonguei para fazer uma semana completa como pede no livro. E agora, pronta para começar a semana dois, venho contar para vocês como têm sido um pouco desse processo, dessa mudança.

Bom, o começo do livro é uma boa introdução a Atenção Plena, estar presente, estar no presente. E principalmente dar mais atenção as pequenas ações do dia a dia, aquelas corriqueiras que fazemos sem pensar: trocar de roupa, trajeto até o trabalho, escovar os dentes, tomar café.  E parando para pensar um pouco sobre isso, nos tira do modo automático.

E então começam os exercícios, as práticas de meditação e exercícios de atenção.

Bom, nos exercícios confesso que me senti meio boba. Talvez seja porque eu sempre tive o hábito de dar mais atenção para tudo, caminho na rua observando o trajeto, os lugares, os detalhes, as casas. E quando como, curto cada alimento, seu sabor, a mistura de temperos. E a ideia dos exercícios é essa, perfeita para quem não tem esse costume de observar e curtir cada momento do dia e passa correndo por tudo, incluindo o prato de comida.

Agora, os exercícios de meditação em si, é outra história!

Com o livro vem um CD para quem quiser ele – no meu caso, já que no meu computador não funciona o drive, eles disponibilizam um link para ouvir online as gravações das práticas. E então facilita até ouvir pelo celular com fone de ouvido.

Tem que praticar todos os dias! Se puder, duas vezes em um dia só e nos horários que preferir. Orienta-se praticar pela manhã. Eu já variei bastante, mas prefiro praticar a noite, pouco antes de dormir. Mas já fiz pela manhã e pela tarde.

E quanto a posição e local eu também vario, já fiz aqui, sentada de frente ao meu computador na cadeira reta, já fiz sentada no tapete ao lado da cama e também fiz na cama sentada confortável – nunca fiz deitada.

E não é fácil desligar tudo aqui dentro. Você tá tranquilamente acompanhando as orientações, quando lembra de um post que precisa escrever ou até como vai escrever sobre a experiência de meditar; e então tá pensando que precisa colocar feijão de molho antes de dormir para o dia seguinte; e então o audio interrompe com uma notificação no celular que você esqueceu de desligar e você quase abre os olhos para ver o que é; e quando você percebe como foi longe e já perdeu o foco dá uma bronca mental “não, sai daí, volta para a respiração, as sensações, seu corpo”. Nos dias que eu estava mais irritada foi bem mais difícil, é muita energia no corpo e na cabeça. Nos dias mais cansada, senti o sono chegar.

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Mas de um modo geral, depois dessas duas semanas, posso oficialmente dizer para vocês: o monstro da ansiedade, aquele que fica lá na boca do estômago e de repente decide espalhar seu veneno pelo corpo inteiro, bom, ele está um pouco domado.

Para quem não sabe, sofro de crises de ansiedade tem uns 6 ou 7 anos, sempre tratei com medicamentos naturais e com o tempo fui aprendendo a lidar com ela. Sabia quando estava chegando e conseguia conter a crise, deixando só aquele buraco no tórax e uma cabeça meio atordoada. Sabia identificar o que engatilhou, sabia que não tinha o que fazer ou bem pouco para fazer e então tomava um chá de camomila, fazia uns exercícios de respiração e assistia Friends.

Mas aquele gelo no peito sempre incomodou, eu estava sempre esperando o momento para o gelo espalhar pelo corpo todo.

E meditar tem, com 100% de certeza, esvaziado minha mente e me permitido estar presente no presente. Mal posso esperar pelas próximas práticas e pelo bem estar cada vez mais completo!

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.