Diário de Viagem – Gramado e Canela (Parte 2)

Domingo foi o dia do meu aniversário (Eêêêêêêêêêêêê!!! – veja esse post no dia sobre fazer 30 anos cheio de amor) e o Gui propôs que eu ensinasse ele a fotografar e eu não pegaria na câmera o dia todo. E escolhemos um dia sem muitos passeios fechados, já que final de semana a cidade fica lotada de turistas locais (de Porto Alegre e cidades vizinhas), então tomamos o café da manhã tranquilamente e fomos para o centro de Gramado quase na hora do almoço e lá ficamos boa parte do dia andando por todo lado, fotografando os detalhes e almoçamos só quando deu fome. Mas vamos em partes.

O que tem no centro de Gramado?

Primeiro de tudo, se for de carro, durante o dia você precisa colocar moedas nos parquímetros para sua vaga de carro. E sim, moedas! E não é só na avenida principal, mas nas ruas em volta também. Você vai parar o carro e vai encontrar o totem mais perto para retirar o ticket de acordo com o tempo de permanência – no máximo 3 horas. Se você tiver somente dinheiro em papel pode encontrar os funcionários com coletes (ou camisetas, não lembro) amarelo limão – e é claro que quando você precisar eles vão sumir, então eles te acompanham até o totem e trocam para você. O totem não devolve troco, então se você vai ficar um período que termine, por exemplo, com R$0,25 e você colocar centavos a mais, o tótem apenas redonda o tempo para mais. E então você vai colocando as moedas lá e vai aparecendo na tela, quando terminar sai um papelzinho impresso que você coloca no painel do carro. Só é chato ficar sempre pensando em ter moedas se for várias vezes até lá.

Igreja Matriz São Pedro

A igreja é de pedra, como a famosa de Canela, mas é menor. Mas sinceramente, por dentro é muito mais bonita que a outra. Os vitrais são de babar e a noite quando as luzes da igreja estão acesas, por fora fica ainda mais bonito de se ver.

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Fonte do Amor Eterno

Ao lado da igreja tem uma fonte que é permitido colocar cadeados e jogar a chave dentro. Algumas lojinhas do lado vendem e tem um espaço gratuito para gravar a plaquinha do seu cadeado e então fica tudo lindo e colorido assim.

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Rua Coberta

A famosa rua, eu particularmente acho meio sem graça, são restaurantes na sua maioria razoáveis com cadeiras na rua e nas cadeiras pele de carneiro. O teto é todo cheio de folhas e lindo, tanto durante o dia como durante a noite, mas o que polui e atrapalha todo o clima são os vários estantes e lojas de arquitetos e lojas de móveis planejados como falei ali em cima. Deve funcionar, mas como turista eu achei sem graça.

Calçada da fama

Calma, não ache que está em Hollywood. Não deve ser muito antiga e não tem muito artista com suas mãos e assinatura por lá. Para ser sincera, não reconheci muitos deles. Mas como a cidade é muito conhecida pelo Festival de Cinema é legal ter essa versão brasileira da calçada.

Palácio dos Festivais

O prédio é lindo por fora (não cheguei a entrar para nenhuma atração), mas é uma sala de cinema e que nos finais de semana exibe filmes que estão em outros cinemas no país – estava passando Velozes e Furiosos.

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Para quem gosta de pipoca, durante o dia abre uma janela ao lado com pipoca gourmet, e tem essas opções da foto para escolher. Não precisa pegar qualquer uma, pode pedir para provar as que interessar antes de comprar. Eu comprei a de algodão doce e provei a de pé de moleque, devia ter feito ao contrário.

Lojas de marca, locais, presentes e chocolate

É uma rua de comércio como qualquer outra, mas como é uma cidade de turismo em parte de luxo, tem lojas de luxo como Carmen Steffens, Carmin e outras que nem lembro. Mas tem essas cheias de coisas e tranqueiras, de luvas e gorros a chaveiros para presente. Tem as locais de lã e couro, tem joalherias e é claro, todas as marcas de chocolate existentes na cidade.

Mas não precisa se afobar para comprar os presentinhos por ali, tem lojas na beira da estrada e em cada parque.

Restaurantes

Tem de tudo! Tem Mc Donalds, lanchonete (Skillo – é uma lanchonete local em alguns lugares da cidade), churrascaria típica gaúcha, buffet por quilo, cafés, fondue, massas. Mas como falei, nem mesmo nos lanches você paga menos que R$20,00 em uma refeição.

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Ao lado do palácio de festival tem o Largo da Borges, uma outra rua coberta, mas ao contrário da outra que só tem restaurantes (e estandes de decoradores e móveis planejados no meio) essa tem lojinhas variadas e lá no final um café livraria, um restaurante alemão, um de massas e uma loja de sorvete artesanal. E ficamos por ali para almoçar na Fritz Haus, que é o restaurante alemão e que o garçom que nos atendeu tem um sotaque super arrastado de alemão mesmo e era super querido. Como não estávamos com muita fome decidimos pegar porções e beber cerveja.

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Pedimos um bolinho de batata e um de mandioca com linguiça. Amo batatas e o bolinho foi uma decepção, parecia um bolinho de farinha sem tempero e era enorme a porção, mas o de mandioca compensava tudo. Mas o restaurante tem outro pratos é claro

Andamos mais um pouco, entramos em algumas lojinhas e então voltamos ao hotel para descansar e se arrumar para jantar. Como era meu aniversário, seria a noite do jantar especial: a famosa sequência de fondue. Perguntamos no hotel e os indicaram dois restaurantes com um preço mais alto – Para entender, ele explicou que têm vários que oferecem a sequência ou rodízio por 30 a 40 reais por pessoa, mas que carne é cara e o queijo para preparar um fondue ainda mais, então ele não indicava pela qualidade que era muito inferior.

  • A grande maioria dos restaurantes em Gramado oferecem transporte, buscam você no hotel e levam de volta – usamos para ir até o resturante de Fondue, mas um ponto importante que observamos depois é que se estivesse cheio ou não fosse de nosso agrado, perdemos a carona de volta ou teríamos que ficar por ali mesmo.

Depois de olhar pela internet a cara e os comentários dos dois restaurantes indicados fomos ao Chateau de La Fondue (que nome clichê né?).

Para quem nunca foi em uma sequência de fondue e que como eu, só comia em casa: Primeiro vem o fondue de queijo que você pode comer geralmente com legumes (brocoli, batatinhas, cenoura, etc) e pão. Logo eles trazem então o de carne – nós escolhemos na pedra para não ter a panela de gordura – e então vem um prato com filés finos de frango, carne e porco e é claro uma variedade enorme de molhos. E aí você pode ir comendo, se acabar algum molho favorito ou as carnes, pode pedir mais (no de queijo também) e quando você está quase explodindo de tanto comer, eles tiram tudo e trazem o de chocolate (com a vela apagada) e as frutas (alguns têm waffle, waffer ou outro item que fica bom com chocolate).

E pronto, todo o romance a luz de velas, o vinhozinho, a música de fundo (a música ao vivo nesse restaurante era ruim, uma voz e teclado digital, com aquela seleção ruim da rádio de velha que as nossas mães ouviam quando criança e a gente odiava) vai por água a baixo com a barriga explodindo de tanto comer que nem o álcool do vinho consegue fazer efeito no sangue. E você volta para casa, ou para o hotel implorando por um chá de boldo ou hortelã ou até um sal de frutas. Romântico né?

Mas ei, é uma delícia sim, quem sabe se for reduzido a porção, o valor e é claro os nossos olhos.

Resultado? O Gui que já tem uma pré disposição no estômago e intolerância  a lactose (ele toma lactayd para ingerir alimentos com queijo) acordou ruim na segunda feira. Mas não era do queijo, acho que foi a comida forte mesmo, tanto molho diferente que não caiu bem pra ele. O que me leva ao:

Dia 3

Tomamos um café da manhã mais leve no hotel com chá, frutas e torrada e decidimos por um passeio leve e sentir como seria o dia. Seguimos para o Lago Negro.

Lago Negro

Que é na verdade verde. Infelizmente o parque estava em obras, estão colocando calçada na trilha que contorna o lago e está ficando lindo, mas estava ainda no começo da obra então o restante do contorno tinha muita lama porque eles passam o caminhão por lá, sem falar na barulheira e as barreiras em algumas partes. Mas os pedalinhos estão lá e tinha bastante gente aproveitando o dia que estava lindo. E deu para fazer algumas fotos da natureza.

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Na entrada do parque tem uma lanchonete e na rua em alguns dias (deve ser somente no final de semana) tem barraquinhas de rua.

O lugar é ótimo para sentar na grama e relaxar, fazer fotos, piquenique, ler e ver a hora passar. Então se for e não tiver obras, reserve um tempo para relaxar lá.

E então passamos na farmácia e voltamos para o hotel. O Gui descansou e eu terminei de ler um livro. No meio da tarde a fome chegou e procuramos um restaurante que ainda estava servindo almoço e que tivesse prato simples, no melhor estilo básico arroz e peito de frango (que nem gravei o nome do lugar ou fotografei, então tanto faz, era comida normal mesmo). E voltamos para o hotel.

Segunda feira é o dia de fechar restaurante, e nós queríamos um que tivesse sopa a la carte, simples, sem nada de mais. Foi então que descobrimos a São Pedro Casa de Pães & Café. Tem dois ambientes, o da loja, mais iluminado e na lateral, mais aconchegante. O cardápio tem cafés e pequenos lanches para comer pela manhã ou qualquer horário, mas tem tem também sanduíches e sopas. O Gui pediu uma simples de carne com legumes e que tinha aquele gostinho de casa sabe? Bem temperada, bem gostosa. E eu pedi um creme de aspargos delicioso. E o destaque é para a porção de pães que servem quando você pede alguma sopa, que vem em uma cesta e junto alguns patês e cheiro verde e parmesão ralado para colocar na sopa. Olha só que delícia:

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Eu sou apaixonada por pães em todas as suas receitas e formatos e fiquei ainda mais apaixonada por esse primeiro da cesta que tinha um sabor maravilhoso que eu não soube explicar, com manteiga ou nata então (por sinal, eles tem nata em muita comida lá, eu sempre achei que odiasse nata, descobri que amo tanto quanto os outros derivados de leite).

E foram esses dois dias. Logo vem mais!

Imagens de acervo pessoal

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.