É o fim da conversa na mesa de bar?

Você marca com amigos no bar, todos sentam, aquele silêncio enquanto uns olham o cardápio, outros trocam mensagens com quem ainda não chegou. E nenhuma conversa. Nada. Quase dá para ouvir os neurônios tentando pensar em algum tema. Falar sobre trabalho? Vou perguntar da namorada? Eles terminaram não? Comento sobre a chuva da tarde? Bom, vou fingir que chegou uma mensagem e deixa ele puxar a conversa. E daí em diante a maioria dos comentários são: nossa, você viu esse gif do cachorro? Viu isso aqui? Viu a foto de fulano? E fica aquela conversa pela tela do celular com respostas curtas como: haha, vi sim, que engraçado, credo, eita.

Eita que as pessoas esqueceram como é sentar em uma mesa para jogar conversa fora. Falar sobre a vida, filosofar, rir, contar histórias, ouvir.

Onde foram parar as mesas de bar que o celular fica esquecido no fundo da bolsa ou virado na mesa? Os olhares atentos a história do outro a falta de tempo para contar tudo e ouvir tudo. De repente tudo que rola no celular parece mais importante e urgente ou ainda pior, nada fora dele parece interessante o suficiente. E então a bebida chega, a comida chega, todos ocupados em comer, beber e comentar algo que passa na tv, o casal da mesa do lado. E quando a conversa começa a fluir, afinal de contas, a cervejinha vai soltando a língua, já é hora de ir embora, tomar um banho e deitar na cama para mexer em nada menos que o celular.

Se você marcou de encontrar com amigos ou familiares, deixa o celular ali do lado, puxa conversa, pergunta da vida, do tempo, pede uma história, uma novidade. Conte uma história, algo novo, algo engraçado. Fale da vida, dos seus sonhos, das pessoas da sua vida, do livro que leu, da série que assistiu. Não busque assunto na tela do celular e perca um assunto mais interessante que pode acontecer naturalmente. Não espere a cerveja bater pra tentar um assunto novo. Se o assunto não é tão interessante assim para você, se esforce um pouco, não vá para a telinha novamente.

Vamos para a mesa de bar com vontade de estar lá, porque se for pra ficar no celular, melhor sentar sozinho no sofá ou na cama em casa mesmo.

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.