Eu escolhi evoluir todos os dias!

Tem alguns anos, eu decidi evoluir como ser humano. E como bem sabemos, toda boa evolução começa de dentro para fora. Comecei a monitorar meus pensamentos o tempo todo. Os “adjetivos” que usava, as piadas que fazia, as críticas que pontuava. Percebi que nunca foi uma simples piada ou só um comentário. A partir do momento que agride alguém, não é engraçado, nem mesmo se for autodepreciativo. Então uma revolução aqui dentro, e com ela, muitas dores.

Acontece que quando você começa a evoluir, a mudar, a enxergar melhor a si e ao próximo, muita coisa machuca. As pessoas próximas que não se interessam pela evolução e vivem dizendo que “o mundo está ficando chato” são as que mais ferem. Primeiro pelos comentários que reproduzem constantemente, apontamentos, comparações, piadinhas, coisas que antes eu até poderia achar meio pesado ou chato, agora eu me espanto. Na maioria das vezes ainda fico sem reação. Mas vou me machucando ainda mais ao lembrar as coisas ditas no passado, que sempre foi assim na verdade.

Mas eu continuo com minha evolução, continuo trabalhando em mim. Aprendi a questionar as raivas que sinto, as explosões, com coisas em casa até no trânsito. É muita coisa irracional, instantânea. Na maioria das explosões de raiva, em menos de 5 minutos já nem lembramos dela, ou possivelmente encadeamos uma corrente de ódio seguido. E não, não virei uma boba que aceita de tudo. É diferente reagir tranquilamente e reagir com raiva. Um exemplo muito simples é no trânsito, a pessoa da frente sinaliza para entrar em uma vaga, você pode frear e assim que possível desviar, porque afinal de contas, ela tem o direito de entrar na vaga, na velocidade dela. Ou você pode buzinar, xingar, agredir verbalmente. Mas e daí? Qual o sentido de tudo isso?

É isso que eu vivo questionando. Faz sentido eu explodir? Vai resolver algo? O mundo não precisa de mais um grito, de mais raiva, de mais energia ruim.

A mesma coisa quando vejo fofocas, informação da vida alheia que não me cabe, e que muito provavelmente seja mentira. Passei a ter um asco pelas manchetes absurdas ou quando alguém vem comentar algo. E passei a sentir uma compaixão pelas pessoas, não aceitar essa informação da fofoca. Namoros que terminam, culpados, julgamentos, brigas de pessoas, apontamentos, xingamentos. Não cabe a mim julgar.

Ainda tenho meus deslizes, mas posso dizer para vocês, nos últimos 7 anos eu evoluí muito, me desprendi de muita coisa. Me sinto mais leve, enxergo tudo com mais clareza, mas também me machuco e sofro com mais facilidade. E a verdade, é que prefiro amar e enxergar, que viver na escuridão e na estupidez! E vou continuar olhando pra dentro, evoluindo, me vendo melhor a cada dia.

Imagem de capa: Café me Expresso

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.