Livro – A Mulher na Janela

Anna Fox entrou na minha semana de uma forma totalmente despretensiosa. Eu estava envolvida com outro livro, quando uma amiga me emprestou A mulher na janela, de A. J. Finn. A dona do livro perguntou “Você gosta de Gillian Flynn? Esse livro é no mesmo estilo” e eu já liguei o alerta de “livro desgraçador de mentes”. Eu sou apaixonada pelos livros da Gillian Flynn e todos eles mexeram comigo de alguma forma, então A mulher na janela não poderia ser diferente, não é?

Eu demorei pra me envolver com toda a história. As 100 primeiras páginas mostram o dia a dia de Anna e você pensa “Tá, mas e aí?”. Anna é psicóloga e sofre de Agorafobia, uma fobia que a mantém reclusa, afastada do mundo. Tudo isso, causado por um trauma. Nas primeiras páginas conhecemos sua rotina. seus hobbies, como jogar xadrez, conversar e aconselhar pessoas com os mesmos problemas que ela em um site chamado Àgora, assistir a filmes em preto e branco e espionar seus vizinhos através da lente da sua câmera profissional. Além disso, Anna desenvolve um prazer absoluto por vinhos, driblando todos os conselhos de seu psiquiatra e misturando-o com os diversos
antidepressivos que toma.

Foi envolvida na rotina de Anna que o livro me enganou totalmente. Acostumada ao marasmo do começo eu não estava esperando para o que viria a seguir e nem ao que aconteceu no restante da história. Um belo dia, ao espionar os novos vizinhos, os Russells, a personagem presencia algo que vira a sua vida de cabeça para baixo e nos faz refletir se tudo aquilo é mesmo real ou apenas imaginação da personagem. A cada palavra eu achava que chegava a uma conclusão, mas o autor vinha e me banhava novamente com um mar de
dúvidas.

Em sua sinopse, o livro afirma que A mulher na janela é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

E é.

Eu me apeguei tanto a história da Anna, suas dores, seus problemas. A cada página eu entrava mais e mais na história. A escrita de A. J. Finn é envolvente, viciante, cativante de um jeito que você se sente parte do personagem. Eu senti claramente a angustia de algumas cenas, principalmente nas em que a personagem se sente confusa após tomar muitas taças de vinho misturadas a grandes doses de remédios.

Se a intenção era impressionar, parabéns A. J. Finn, você conseguiu. Quando me vi envolvida na história, não consegui parar de ler. Você quer se surpreender? Leia A mulher na janela.

No momento estou me recuperando da ressaca literária que sinto após este livro.

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Lorena Possas

Lorena Possas

A Lorena é jornalista por formação e redatora por paixão. Antes de se formar em Jornalismo, fez um ano de Design de Moda, onde descobriu que preferia fazer os trabalhos escritos, do que aqueles em que precisava costurar no ateliê. Durante sua faculdade de Jornalismo, conheceu o cotidiano das agências e se encontrou como redatora, produzindo conteúdo web. Sua paixão pela escrita é um reflexo do seu grande amor pela leitura. Desde pequena, passava dias e noites lendo os livros que a sua família comprava de presente. Hoje, cada vez mais apaixonada pelos livros, adora descobrir novos autores e não consegue escolher qual é o gênero literário que mais adora, pois está sempre buscando conhecer e aprender com novas histórias.