Livro – Em Águas Sombrias

“Cuidado com superfícies muito calmas, nunca se sabe o que pode haver embaixo delas. Da mesma autora do best-seller internacional A Garota no Trem.”

O meu interesse por Paula Hawkins começou com o livro A Garota no Trem, há alguns anos, quando me vi presa em uma história que me transportou para os pensamentos da personagem e me envolveu daquela forma que faz a gente devorar todas as páginas em poucos dias. Quando ouvi falar no novo título da autora, Em Águas Sombrias, surgiu aquela pontinha de curiosidade “será que ele vai ser tão bom quanto o outro?”. Eu precisava descobrir.

“Nos dias que antecederam sua morte, Nel ligou para a irmã. Jules não atendeu o telefone e simplesmente ignorou seu apelo por ajuda. Agora Nel está morta. Dizem que ela se suicidou. E Jules foi obrigada a voltar ao único lugar do qual achou que havia escapado para sempre para cuidar da filha adolescente que a irmã deixou para trás. Mas Jules está com medo. Com um medo visceral. De seu passado há muito enterrado, da velha Casa do Moinho, de saber que Nel jamais teria se jogado para a morte. E, acima de tudo, ela está com medo do rio, e do trecho que todos chamam de Poço dos Afogamentos.”

Como eu adoro mergulhar em histórias de suspense, com dramas e mistérios que se desenrolam de uma forma surpreendente e inesperado, tive que satisfazer a minha curiosidade. Foi quando comecei a ler o livro e me surpreendi pela primeira vez: eu estava
totalmente perdida, tentando entender quem era quem em um mar de nomes.

A história é narrada pelo ponto de vista de diversos personagens, o que torna tudo muito misterioso, porém confuso. Essa não é a narrativa que eu mais gosto, já que sou daquelas que adora se apegar a um personagem, conhecer seu modo de interagir e como o autor constrói seus pensamentos e hábitos. Quando essa história me foi apresentada através de diversos pontos de vista, senti falta desse apego.

Apesar dessa primeira surpresa não ter me agradado, foi o que mais impressionou. É admirável perceber que a autora, ao envolver tantos pontos de vista, cria narrativas e histórias bem construídas que me fizeram pensar como ela consegue apresentar tantos detalhes sem
cometer deslizes no enredo. Paula Hawkins está de parabéns pela elaboração de tantos personagens.

Lá pela metade do livro, acostumada com os personagens, comecei a compreender o motivo de todos estarem ali e a história se apresentou muito mais profunda do que eu poderia imaginar no início. Ao abordar, mesmo que superficialmente, assuntos como a violência e as dificuldades que as mulheres sofreram e sofrem, relacionamentos agressivos, traições, perdas, suicídio, problemas e dramas familiares, perdão e o poder do diálogo nos relacionamentos, eu percebi que, enfim, Em Águas Sombrias tinha conquistado o meu coração.

O que senti lendo esse livro? Aquilo que eu tanto amo nos suspenses: as reviravoltas que acontecem até os últimos minutos de leitura. Se no começo tinha certeza que toda a história seria sobre um determinado tema, a autora virou tudo de cabeça pra baixo, apresentando uma realidade bem diferente e muitas vezes dolorosa. Foi como rodar em círculos procurando um destino que estava ali, bem na minha frente e eu apenas não quis enxergar.

Já deu para notar que Em Águas Sombrias você vai tomar um banho de emoções, então, prepara o coração e boa leitura!

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Lorena Possas

Lorena Possas

A Lorena é jornalista por formação e redatora por paixão. Antes de se formar em Jornalismo, fez um ano de Design de Moda, onde descobriu que preferia fazer os trabalhos escritos, do que aqueles em que precisava costurar no ateliê. Durante sua faculdade de Jornalismo, conheceu o cotidiano das agências e se encontrou como redatora, produzindo conteúdo web. Sua paixão pela escrita é um reflexo do seu grande amor pela leitura. Desde pequena, passava dias e noites lendo os livros que a sua família comprava de presente. Hoje, cada vez mais apaixonada pelos livros, adora descobrir novos autores e não consegue escolher qual é o gênero literário que mais adora, pois está sempre buscando conhecer e aprender com novas histórias.