Livro – A Livraria dos Finais Felizes

Minha história com esse livro tem tempo. Vi ele em alguma prateleira de livraria um dia e me apaixonei pela capa e pela história, mas tava caro e como sempre, eu tinha muito livro na fila para leitura. E eu sempre guardo alguns títulos para esperar um bom Black Friday, geralmente vale muito a pena e eu atualizo minha estante. Bom, foram algumas pesquisas e muita espera. Nunca encontrava com um bom preço ou não encontrava em livraria física, cheguei até a procurar em sebos. Até que um dia na promoção de livros para kindle lá estava ele, bem abaixo do preço, do jeito que eu queria. Amo livro físico, mas estou dividindo bem o mundo físico e o digital. Finalmente poderia ler o livro que tinha me encantado no primeiro olhar.

E tem livros que fico meio assim quando vejo, aí dou uma olhada em opiniões para ver se vale a pena. Esse eu não quis ler nada, queria ter minha opinião. E agora que li, devorei boa parte dele em dois dias, vim aqui deixar meu relato a respeito.

 

A história é sobre Sara, que trabalhava em uma livraria na Suécia e trocava correspondência com uma senhora em Iowa nos EUA, uma amizade construída por cartas e pelo amor aos livros. E quando a livraria fecha as portas, ela que nunca teve pretensão e sonhos, fica perdida, até receber o convite de sua amiga para passar umas férias em sua pequena e pacata cidade. Um visto de dois meses, alguns livros na mala e Sara segue para a América.

Talvez eu não tenha deixado nenhuma curiosidade com essa introdução, não quis pegar uma pronta, quis escrever direto com o que gravei. Mas pelas cartas, Sara conhecia não só sua amiga, mas a cidade toda (a cidade é bem pequena), detalhes dos moradores, problemas, histórias, curiosidades, personalidade. E quando ela chega meio perdida na região, descobre que sua amiga havia falecido, estava doente há tempos e as cartas eram a única coisa que a deixava feliz. Mas ela vai ficando, a cidade vai cuidando dela e ela vai se apegando a cada um, principalmente a Tom, o sobrinho da sua amiga (não, eu não lembro o nome da senhora que ela trocava cartas).

A história é fofa, super simples, bem sessão da tarde mesmo. Entre um capítulo e outro tem algumas das cartas que ela recebia, algumas sobre alguém da cidade, algumas sobre livros. Bom, o livro fala MUITO de livro! Quem gosta de ler e já leu de tudo um pouco, vai pegar várias referências. E ela é aquela típica menina que cresceu lendo e fez poucas amizades, viveu no mundo dos livros e pouco no mundo real. Não tinha muito apego a sua vida na Suécia e nem sentia que fazia parte da vida lá. Ninguém acredita que uma jovem da Europa queira passar férias em uma cidade que está perto do fim, com tantas lojas fechadas e tão pouca atração.

E o livro desenrola nisso tudo. Mas sem aprofundar sabe? Eu sou daquelas que ama construir o mundo na cabeça, construir o ambiente na minha imaginação, ver rosto para cada personagem. E o máximo que consegui construir foi uma Stars Hallow (de Gilmore Girls) menor e mais abandonada. Mas não consegui imaginar nenhum personagem, a praça principal, os cheiros, os sons sabe? Eu gosto de conseguir imaginar, gosto de autor que nos dá as palavras pra essa imaginação acontecer.

E o livro deixa várias lacunas. Várias vezes mudei de página e voltei para conferir se não tinha apertado o botãozinho de virar a página com mais força e pulado mais que o necessário. Vários capítulos acabam do nada. Parece que ou não teve revisão ou tiveram que cortar bastante coisa para encurtar a história e aí não teve revisão. Queria mais detalhes, queria algumas cenas prolongadas e mais completas.

Mas é o que tenho de negativo sobre esse livro. É água com açúcar, bobinho e sem grandes emoções, não estava esperando me emocionar e achar o melhor livro do mundo. É melhor nunca criar expectativas na verdade, e mesmo me apaixonando na primeira olhada na livraria, achei que tinha potencial de ser legal, de ser uma leitura que me agradasse. E agradou, mas menos do que eu gostaria, decepcionou um pouco. E é tudo que tenho para dizer a respeito. É bom, para ler de bobeira, passar o tempo, sem se envolver e se apaixonar pelos personagens.

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.