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Meu Metabolismo – Fim de uma Etapa

Sim, mudamos o nome da coluna, o que antes era “Procura-se um metabolismo melhor”, agora é só sobre Meu metabolismo. O motivo? Não preciso de um metabolismo novo, nem ninguém precisa na verdade. Somos todos tão diferentes em tanta coisa que o metabolismo é mais uma delas. Vivemos em busca do cabeleireiro ideal que cuide dos nossos fios com maestria, entenda sua rebeldia, nos auxilie nos melhores produtos, melhor jeito de secar, cuidados dos cachos ou da oleosidade. Procuramos também especialistas médicos para cada necessidade nossa, seja uma dor no joelho, no coração, na alma, no dedão do pé. E não queremos nada disso novo, só queremos melhorar o que já temos.

E foi aí que cheguei na mudança de nome! O que faltava para mim era encontrar o especialista ideal, assim como é com todos os outros médicos e especialistas. Já fui em várias dermatologistas, mas o atendimento foi como aquela primeira nutricionista que fui anos atrás. Já fui em vários oftalmologistas para me apegar a um e deixar esse anotado na lista para a próxima consulta.  Não posso nem chamar de superficial! Gente que quer volume de pacientes, mas não está em busca de resultado, não quer fazer o trabalho como deve ser feito, alguns casos de sucesso vão aparecer porque eles simplesmente acontecem.

E tá aí, o mundo me convenceu que meu metabolismo era isso aí mesmo, lento e que eu tinha que ter paciência. Azar o meu e de quem mais tem essa falha no funcionamento do corpo. Em um ano de dieta restritiva talvez você consiga eliminar 4Kg. Talvez!

Veja a série toda aqui!

E para quem não lembra, eu passei anos lutando, tentei dietas, tentei aplicativo com contagem de calorias, tentei com parceria de amiga, exercício físico, dukan, nutricionista de consultório chique e famosinha. Tentei uma endocrinologista. Tentei, desanimei e quase desisti! E então a meta para este ano era cuidar da minha saúde, física e mental (mostrei minhas metas aqui nesse post). Fui na endocrinologista, serviu só para fazer vários exames de sangue, ela ia fazer como aquela outra nutricionista – pediu que eu pegasse com a secretária uma dieta (oi? a secretária vai abir uma pastinha no computador e imprimir uma dieta?).

Enfim, depois disso minha decisão era: nutróloga (plano de saúde paga, mas não deve fazer o serviço direito já que o plano repassa pouco) ou nutricionista. Olhei o guia médico do plano de saúde, rodei todos aqueles nomes e nenhum tinha uma placa de neon chamando minha atenção e dando match. Encontrei minha nutricionista em um grupo no facebook, marquei a primeira consulta, fechei o primeiro pacote, depois de uma semana (no começo as consultas eram sim toda semana) eu já tinha eliminado quase 2kgs.

E assim vocês acompanharam essa coluna até aqui, minha evolução, sair do número 46 e chegar no 40.

Acabaram as consultas do primeiro pacote, eu queria mais, precisava de mais. E depois de 10 meses, acabaram as consultas do segundo pacote. E é um misto de alegria e de tristeza. Acabou, agora somente eu mesma para cuidar do meu peso, do meu corpo, me cuidar nas festas e comilança de final de ano, saber compensar e fazer um detox no dia seguinte.

No final da última consulta tive a certeza que não encontrei a melhor nutricionista, encontrei uma amiga também. E com tanta palavra bonita que ouvi dela elogiando todo meu tratamento, só soube sorrir, saí de lá ainda sorrindo. E como sempre fui péssima em palavras ditas pela boca, mas sempre fui muito boca em palavras ditas pelos dedos, decidi que precisava escrever.

Se eu tive sucesso, sim, eu me esforcei, e só quem é próximo a mim sabe que não foi fácil, sabe como eu me preparei, como me privei de muita coisa, mas sem tristeza ou irritação. Me privei com gosto, porque sabia que era o momento de cuidar do meu corpo e todo esforço era necessário. Comi salada em barzinho e bebi água, comi salada no shopping enquanto todos iam no fast food gostosinho, peguei pipoca pequena no cinema só pra não passar vontade, mas sem manteiga.

Aprendi muita coisa nesse tempo, principalmente a comer o melhor para mim. Mas eu não teria esse foco e dedicação se eu não confiasse nas folhas grampeadas que a Dani (minha nutricionista, não falei o nome dela aqui até agora né?) me passava a cada 15 dias. Se eu não sentisse na obrigação de entregar o meu melhor para fazer valer o trabalho dela e a dedicação de analisar meu corpo, rotina e a necessidade de carboidrato porque eu tava insuportável de chata! Então por quase todos esses 10 meses eu dei o meu melhor porque ela dava o melhor do trabalho dela!

Foi uma dedicação mútua e eu sou extremamente grata de ter encontrado ela lá no começo do ano numa caixa de comentários falando sobre seu trabalho.

Então tá aí! Encerramos um ciclo. E a cada mês eu só me tornei mais confiante!

Ela disse que eu não devo ter noção do meu sucesso, e todos aqueles números e até alguns cálculos não fazem muito sentido para mim mesmo. Mas para mim, apesar de ela achar que eu não estou feliz e orgulhosa, o resultado vem de outra forma, eu é que não sei me expressar mesmo! Mas o resultado veio em forma de auto estima restabelecida, comprar roupas menores, me sentir bem dentro das roupas e não precisar usar camisetas gigantes para me cobrir, sair em fotos e não me enxergar tão grande. Tenho mais prazer em me arrumar agora, não preciso ficar procurando as peças que me cobrem ou disfarçam. Subo escada e ando na rua conversando sem parecer que o coração vai explodir na cabeça. Esse resultado eu enxergo muito melhor! E quando pego uma roupa e levo para o provador não vou pelo caminho pensando “vou provar, mas sei que vai ficar horrível, acho que precisaria de um número maior…”.

Agora fica aquele receio de caminhar quase sozinha, ter que me virar criando meu cardápio e minha rotina com tudo que aprendi até aqui.

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.