Pelo bem do mundo – Vamos aprender a nos silenciar

Hoje analisando bem a internet e um pouco da vida, percebi como todo mundo decidiu dar opinião, falar o que pensa, apontar, atirar pedra, acusações, suposições, ofensas e muito lixo. Pra quem? Pra acertar a quem? Pra quem quiser na verdade. E sabe o que? Muita gente entra na frente, pega uma cesta, e fica recolhendo esse lançamento de bosta para criar uma guerra, lançar novamente com mais lixo, mais ofensa, mais bobeira.

E então me veio a situação que a grande é verdade é que se todos nós aprendêssemos a responder com amor e mais amor ou então simplesmente deixar esse megafone falar sozinho, vai acabar não tendo alcance algum, falando para o vento.

Diariamente entro em fotos de pessoas famosas e vejo discussões sem sentido. Sim, eu sei que a pessoa precisar ter muita inveja e se achar muito importante para comentar em uma foto sobre gordurinhas, roupa feia, cabelo feio e coisas desse tipo. É totalmente desnecessário, e a pessoa perde a chance de se calar ou simplesmente elogiar alguém. Mas se a dona da foto não se interessa por aquele comentário maldoso, por que outra pessoa toma as dores? Entra na frente, domina a bola e chuta de volta em forma de fogo. E aí começa aquela discussão sem fim, sem fundamento de qual mãe é mais gorda, quem é mais invejosa, e daí é ladeira para baixo. A troco de quê exatamente?

E é sobre isso que decidi falar. Se você não está gastando defesa, saliva e pensamento com uma causa cheia de fundamento e que precisa ser discutida, por que perder pontos de defesa, saliva e pensamento com algo tão bobo? 

E qual o ponto de tudo isso? Sim, somos todos culpados quando lemos um comentários e decidimos responder, porque acreditamos que a pessoa merece uma resposta a altura de sua maldade, do seu veneno. E então nos envenenamos. E a outra pessoa? Fica feliz e preenche um vazio ridículo dentro de si.

É preciso enxergar essa maldade gratuita e desnecessária e ao invés de “dar corda”, de incentivar a ela voltar em outros momentos e ganhar mais audiência, é preciso aprender a se silenciar ou ainda, devolver amor. Se não tiver amor para espalhar, não dissemine nada.

E não é só naquela foto da blogueira que você mais ama, da atriz que você acompanha há anos, do cantor que você sabe todas as músicas, nem nos blogs, portais de notícias e de fofocas não. É na vida! Ao invés de incentivar o senhor estressado que grita e esperneia porque a fila do banco está demorada, silencie-se, sorria, se souber o motivo, explique tentando acalmar a pessoa. Amor gente, a resposta é amor! Em casa, se algo te irrita instantaneamente, mas você sabe que se falar vai ficar uma guerra com gritarias e portas batendo e no final das contas não vai resolver nada, pra quê começar essa guerra? Na aula, se a colega espalha o veneno, pra quê dar corda e ajudar, se você pode defender as pessoas, sair de perto ou se calar? No condomínio, se um vizinho faz barulho em excesso, não faça mais martelando paredes e aumentando o som, seja uma pessoa civilizada, converse, interfone, dialogue, converse com o síndico, com outros vizinhos para resolver o problema sem mais barulho e confusão. No trânsito, se tem um louco buzinando e costurando, dê espaço, não lhe custa nada além de alguns segundos a mais na fila, não precisa buzinar pra ele, fechar, travar ainda mais o fluxo e acabar em uma briga de trânsito que ele estava até então sozinho.

Vamos parar para pensar um pouquinho sempre. Antes de comentar, de criticar, de gritar, de responder, de deixar o veneno do ódio espalhar ainda mais. Respire, pensei duas vezes e coloque mais amor no mundo, seja com palavras, ou simplesmente calando alguém com o silêncio, com um sorriso, com um olhar de bondade e calor no coração. Precisamos mais disso! Bem mais!

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.