Pensando – O que acontece…

Semana passada a atriz Hannah Simone (conhecida pela melhor amiga da Jess em New Girl) postou um textão no Instagram que conseguiu segurar minha atenção e desde então venho pensando nas verdades dentro dele e no ponto que as pessoas sensatas e que querem um pouco de paz e felicidade nesse mundo chegam. E eu me considero uma delas. O texto é do escritor português José Micard Teixeira (foi atribuído a Meryl um tempo atrás sem ser dela) e é assim:

“Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem …quer retirar-me o sorriso.

Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos.

Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações.

Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível.

Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar.

Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.”

E ele conseguiu traduzir o sentimento que eu venho alcançando tem pelo menos dois anos. É um cansaço imenso de hipocrisia, de gente que vive rezando, mas quando dá a mão ao próximo é para criar um laço de dependência, isso quando dá. De que vigia a vida alheia por hobbie, para criticar e mandar energia ruim. Gente que critica o próximo por ser diferente, sendo que por dentro todo mundo é igual e no fim, vamos todos para o mesmo lugar. Gente que mente, rouba, trapaceia da bala do mercado, da fila do cinema, da vaga no estacionamento ao banco, a carteira do próximo, a população.

Não perco o meu tempo, energia e a pouca paciência que me foi dada com pessoas que só querem sugar, criticar, tirar meu sorriso ou se aproveitar do meu bom coração e boa vontade. Não aceito ser tratada com superioridade e não trato ninguém dessa forma. E aos poucos estou aprendendo cada vez mais a criticar menos – cada vez que observo e critico alguém, repenso e imagino ter uma causa para isso – a não ser quando critico a maldade alheia, a atos de superioridade, de falta de caráter, de noção, bom senso, amor e de humanidade. Não aceito pessoas assim e me afasto delas.

Não tenho paciência mais também para pessoas que só sabem reclamar, de tudo, o tempo todo. Que não pensam antes de falar ou não sabem esperar um pouco. Ou os preguiçosos do mundo moderno que não sabem procurar alguma informação e perguntam sem ler ou fofocam sem saber a verdade. Menos ainda para pessoas que precisam dar sua opinião sobre tudo e tentam impor aquilo como verdade absoluta. Mas sei que diante de pessoas assim, o melhor é se calar, é preciso escolher as batalhas e as discussões que se deve entrar. E hoje em dia, são poucas.

E não é o fato de que não defendo meu ponto de vista e meus ideais, mas debates com a maioria das pessoas não vai levar a nada e a lugar nenhum. Ser idiota é mérito para muitos e eles não vão deixar de ser, independente do que você venha dizer.

 A verdade é que não precisa chegar no fim da vida para ver os erros, ver a maldade e injustiça que cometi ao longo da vida. Eu posso ver isso no dia a dia, eu posso me arrepender antes de dizer a frase errada, eu posso pedir desculpa assim que elas foram ditas sem pensar também. E eu sigo com aquela frase de “ser a mudança que quero ver no mundo”, então ser uma pessoa melhor já é um grande passo. E escrever aqui para vocês e abrir a mente de alguns já é um grande passo, e que isso se espalhe e mais pessoas aprendam a se afastar e silenciar aqueles que disseminam desigualdade e ódio.

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.