Problemas pra quem nunca sonhou com casamento – E vai se casar

Nem toda mulher passa a infância e a adolescência sonhando com o casamento, vestido branco, véu, noivo no altar, e tudo que a data pede. Tem muita mulher que passa batido por esses desejos e dedica esse tempo pensando em outras coisas, jogando video game, fazendo esportes, assistindo filmes, lendo livros, passando tempo com os amigos e por aí vai. É tipo menino que não gosta de futebol sabe? Muita gente acha estranho, mas é muito normal.

E como eu fui dessas e mesmo assistindo todos os desenhos e filmes de contos de fadas, eu não me colocava nesse lugar, muito menos planejava como seria o meu casamento, me contentava em assistir pela TV e ver primas e outras pessoas se casando. E então dois anos depois eu decidi listar várias coisas que parecem surreais quando mulheres como eu, e talvez como você, precisam se dar conta lá nos preparativos e depois ainda.

Imaginar andando no corredor com todos os convidados olhando

Sim, é assustador pensar isso. Tanta gente olhando, sorrindo, chorando, querendo te cumprimentar, querendo sua atenção, enquanto você foca em não chorar a maquiagem pra fora ou pior, tropeçar na frente de tanta gente e câmeras.

Eu não quis festa de 15 anos, mas sempre soube que enfrentaria ser o foco das atenções no quando fosse meu casamento. E é assustador e perturbador, porque pra falar bem a verdade, eu só queria ficar olhando pro Gui e chegar até ele. Mas as pessoas querem que você olhe para os lados, ande mais devagar, pose pra foto, dê duas piruetas, faça um duplo twist carpado e fique perfeitamente equilibrada no salto.

Chamando de marido

Já completei dois anos de casada e ainda não me acostumei, pra falar a verdade, prefiro ainda chamar ele de namorado. Acho até um conceito mais romântico, ele é meu namorado pra vida inteira, quero sentir sempre o frio na barriga em dias de sair pra namorar e preparar surpresa.

Mas enfim, é super esquisito lidar com “meu marido não veio”, “meu esposo está trabalhando agora” e por aí vai. Então eu sempre falo como Gui e pronto.

Ter que decidir que tipo de flor vai no arranjo

No arranjo, na igreja, no buquê, em tudo. Tem gente que tem flor favorita, tem outros que imaginam os arranjos e salvam fotos de revista para copiar. Quem não sonha com casamento só quer que esteja bonito, e os tipos de flores não importa muito. Talvez até aponte isso é legal, isso eu não gosto, mas provavelmente nem vai saber bem o por que e o que não agrada. E daí fica por conta da empresa de decoração criar algo.

Escolher uma música perfeita para dançar

Nem todo casal tem sua música, aquela que marca e que deve ser tocada obrigatoriamente no lugar da valsa. E eu e o Gui somos desse tipo; temos várias músicas que lembram momentos e um ao outro, mas não aquela pra chamar de “nossa música”. E fora que  na hora de organizar tudo, escolher mais uma música parece maluco, e pensar que vai ter que ter uns passinhos, ensaiar pelo menos um pouco. É difícil.

Daminha? Madrinhas? Pagem?

E não é só decidir se vai ter, quantos vão ser e quais crianças terão esse papel. É pensar se as crianças escolhidas se sairão bem, se não vai sair correndo, chorar no altar, ou desistir na porta da igreja. Ainda é preciso escolher as roupas que vão usar, cor, modelo, tamanho, acessórios e bla bla bla.

Chá de panela e as brincadeiras

Aquela festinha que reune as mulheres da família e as amigas, fazem um monte de brincadeira com a noiva, perguntas intimas do casal (sem se importar com a presença das avós), fazem a noiva beber, pedir dinheiro na rua e tratam como se ela tivesse passado no vestibular.

Não me leve a mal, é ótimo ganhar os presentinhos, aqueles itens de cozinha baratinhos e tals, mas não entendo o motivo das brincadeiras e micos.

E eu sei que tem muita família animada, que adora essa bagunça toda, que organizam com orgulho, reproduzem brincadeiras que foram feitos décadas atrás com a mãe e as tias. Mas pra quem nunca sonhou com casamento, esse é um passo que a noiva adoraria pular (e eu pulei).

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E tem tantos pequenos detalhes que fazem a diferença no dia (tipo que carro ir, como ir embora da festa pra noite de núpcias, lua de mel, docinhos, bolo, buquê pra jogar, a roupa do noivo, o sapato, tipo de gravata, etc) e que se não tiver um checklist, uma assessoria, pode passar batido facilmente.

Mas quer saber bem a verdade? No grande dia, se ela sonhou muito ou se se começou a sonhar só quando começou a planejar, a noiva esquece tudo. Até fica nervosa, quer que tudo corra bem, mas é tanta alegria num dia só que já nem sabe o que tá errado, o que faltou, quem faltou e o que passou.

Então se você está planejando seu casamento, saiba que você pode mudar tradições que não se sente confortável, pode esquecer algumas coisas, pode pedir ajuda, pode viver com o check list porque sabe que vai acabar esquecendo alguma coisa, mas o mais importante sempre é aproveitar cada momento; da escolha dos docinhos meses antes, aos docinhos separados carinhosamente para os os noivos, na noite de núpcias.

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.