Quando evoluímos, perdemos pessoas

Cada dia fica mais claro para mim que o ser humano está evoluindo, nem todos, mas muitos estão. Se desprendendo de velhos conceitos e culturas, questionando comentários e piadas que não fazem sentido algum e não passaram a ser agressivas agora, sempre foram.

Semanalmente eu me pego questionando algum pensamento meu, comentário ou sendo questionada pelo meu marido. E assim que funciona, precisamos nos questionar o tempo todo porque estamos usando algum termo agressivo, qual a melhor forma de falar, porque rimos de algo que é agressivo a alguém, porque julgamos algo. O que tudo isso diz a respeito de nós.

E nesse processo longo e jamais finalizado, encontramos pessoas que antes riamos junto, respeitávamos e ouvíamos suas palavras e acreditávamos nelas. E fato é que a maioria delas decidiu ficar lá atrás, continuar com as mesmas piadas, optaram por achar que o mundo ficou chato e elas seguem sendo muito mais legais. E por vezes até pensamos em questionar, abrir uma discussão, clarear uma mente já tão travada no passado. Vale a pena? Na maioria das vezes não. Porque como e já falei nesse texto aqui, muitas pessoas ouvem para responder, não para absorver uma nova informação. Elas não querem mudar, aprender algo novo, desconstruir, desprender, querem continuar rindo, julgando, zoando e parecendo o legalzão da turma.

São essas pessoas que começam a conversa com “nada contra, mas…”, “mas também ela estava usando blá, bebeu tanto, fez blá…”, “com esse dinheiro todo eu blá….”,  “Vê se pode alguém fazer blá….”. Pessoas que julgam sem saber de fatos, sem entender uma história, sem pensar em outros seres humanos envolvidos. O que importa mesmo é comentar, julgar, fofocar. Nenhuma empatia envolvida, jamais!

Então, aqui está, se você está nessa jornada de evolução, vai perder muita gente querida no caminho, porque elas não estão seguindo pela mesma estrada. E não, não vale a pena pegar na mão dessas pessoas e tentar ajudar ou educar, cada um escolhe que caminho seguir!

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.