Relacionamentos e seus términos

Estamos constantemente tomando conhecimento de casais que por algum motivo chegam ao fim da relação como casal. E é sempre inevitável pensar ou até comentar: “como assim?”, “não acredito”, “vocês eram meu casal favorito”, “impossível vocês separados”, entre tantos outros comentários bobos, mas sempre com alguma resposta simples e que se você for um incrédulo sem empatia pelo fim da relação, não vai entender.

A verdade é que muitas relações chegam ao fim, independente de quanto tempo ela existiu, de como era bonita, de como parecia perfeita, de como combinava, de como parecia eterna. Relações de amor e de amizade, de sociedade, de parceria. Tudo, ou quase tudo, nessa vida tem um fim. E olha, preste bem atenção, se você não é uma parte desse fim, você não tem muito a ver com isso. Apoie a pessoa que você conhece, ajude na volta a vida solteira, na mudança se for necessário, na superação, no tempo de luto. Mas não desacredite no amor, não aponte para ninguém com culpado, como vilão. E se você não conhece, dê espaço, respeite!

Existem dois grandes tipos de fim de relacionamento: o do acordo em comum e o da briga. O da briga é aquele tradicional, o respeito acaba, a voz sobe o volume, ofensas e aí pessoas assistem pela baixaria desnecessário ou todos viram as costas para não se meter. A do acordo é aquele sincero, que por algum motivo o casal chega a conclusão que o tempo deles chegou ao fim, e assim decidem cada um seguir a sua história separadamente. E por incrível que pareça, nesse modo simples, cheio de respeito e amor, as pessoas se sentem na liberdade de querer saber, se meter, encontrar um culpado. E uma coisa eu lhe digo, não é porque não teve escândalo público, que não dói, não tem lágrimas.

Entenda uma coisa, um casal pode sim chegar ao fim. É natural. É triste, sim, mas é normal. E podem ser vários fatores da vida, um novo amor, incompatibilidade, amadurecimento, trabalho, mudança. E cheio de amor e respeito essas duas pessoas decidem juntas que suas histórias não serão escritas juntas mais. E dói, porque mesmo você sabendo que deve seguir seu rumo, você mantém um amor verdadeiro por essa pessoa, e que provavelmente esse amor mudou. Porém, acima de tudo, tem um respeito enorme pela relação que vocês construíram, os aprendizados, a história que foi escrita até aqui.

E não importa se a relação existiu por 1 ano, 5, 10, 20 ou 50. Amor nunca foi, nem nunca será uma unidade de medida.

E com fins, sempre existirão começos. Então o negócio é acreditar no amor e torcer pra ele sempre estar presente na vida de todos!

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.