Resenha de livro – Eu te darei o Sol

Ganhei o livro no Natal, peguei ele pra ler em fevereiro ou março, carregava ele pela casa pra ver se em algum momento teria inspiração e vontade de ler. Sim, demorei para pegar pra valer, me enrolei por páginas e mais páginas. Então deixei no banheiro para aquela lida rápida, assim ia lendo devagar, mas ia. E aí finalmente peguei a história, me envolvi e devorei até acabar. E agora estou orfã e já planejo reler ele um dia para pegar melhor toda a parte que não abracei no começo, porque olha, eu amei o livro!

Uma história linda de amor, mas não dele e dela, e sim de um casal de irmãos gêmeos que possuem uma ligação linda até que a adolescência vai chegando, diferenças e um acidente que muda tudo. Filhos de uma apaixonada por artes que incentiva cada trabalho, cada traço, desenho, treino e imaginação, e como todo ser humano, acaba criando uma disputa calada entre os dois, não só para ser o melhor, mas para ganhar a atenção dessa mãe adorada.

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Ele foi escrito pelo ponto de vista dos dois, alguns capítulos na narrativa de Jude e em outros de Noah, sempre pulando a idade ou voltando alguns anos, com uma história meio desconstruída – demorei pra me pegar nesse formato e entender quem era quem. Noah é muito mais pintor e pinta muito em pensamento, então em meio a diálogos ele cria uma tela e dá nome a ela, se apaixona pelo vizinho, mas viram grandes amigos. Jude se sente menosprezada pela mãe, vira uma adolescente rebelde e mais pra frente se apaixona por um cara misterioso.

Mas o foco da história não é os relacionamentos amorosos deles – apesar de torcer fortemente durante a leitura – mas sobre a relação deles, a conexão que eles possuem, o amor, o desejo de fazer as pazes, as mentiras e omissões.

É lindo de ler, confuso, apaixonante! Juro!

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.