Semana da Mulher – Respeito entre Mulheres

Antes de tudo, o primeiro item que quero falar é o respeito entre mulheres. Algo que precisa vir antes de tudo, antes de qualquer posicionamento e luta. E constantemente vemos uma luta contrária porque existe uma cultura enraizada das mulheres se odiarem, disputarem entre si, repetirem piadas machistas, se diminuírem.

Eu já falei uma vez sobre o famoso “inimigas” nesse super post aqui, e ele é até hoje um dos meus favoritos aqui no blog. Mas não basta só isso sabe? Não é só parar de chamar mulher de inimigas, tem que ver cada uma como aliada, tem que enaltecer umas as outras! Mas principalmente respeitar, estilo, diferenças, opiniões, cores, cabelos, escolhas, histórias. Respeitar! Somos todas diferentes, mas muito iguais. Temos dores, deficiências, necessidades, tristezas, feridas, coragem, batalhas, sucessos, desejos e elas podem ser totalmente diferentes uma da outra. E passar pela vida já é dolorido, imagine com outras mulheres apontando o dedo e apontando muito do que duvidamos de nós mesma sabe?

 

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Ouça as mulheres a sua volta, entenda, conheça, dê ombro, ouvido e coração. Mas jamais dê seu julgamento! Você pode não concordar em absolutamente nada, mas lembre que vocês vieram de lugares diferentes, caminhos, famílias, educação. Então não cabe a você falar o que é certo ou errado, o que ela deve ou não deve fazer. Ouça mais e julgue menos.

Aqui vão algumas dicas para melhorar o dia a dia das mulheres a sua volta:

  1. Não olhe de cima a baixo – Ao encontrar com uma mulher, conhecida ou não, não passe aquele olhar com visão laser julgando até a cor das unhas. Não importa se a roupa é curta, se talvez seja inadequada para o ambiente, se não é seu estilo.
  2. Respeite as escolhas – Ao ouvir uma mulher falando sobre suas escolhas, ouça e respeite. Se ela tem 2 trabalhos para sustentar a casa, se ela optou por não ter filho, se ela optou por ter 5 filhos, se ela guarda dinheiro para viajar, sela vai dar uma volta ao mundo sozinha, se vai morar com o namorado, se ela não escolheu a monogamia, se ela gosta de mulheres, se ela gosta mais de si, se ela sustenta a casa sozinha, se ela decidiu ser dona de casa, se ela não usa sutiã, se ela transa quando bem quer, se ela é simpática com estranhos, se ela é fechada. Tenha curiosidade para conhecer o que é diferente de você, deixe a pessoa a vontade com suas escolhas podendo falar delas livremente, sem julgamentos.
  3. Ajude uma a outra – No trabalho, na escola, na vizinhança, nas ruas, ajude. Ajude consumindo algo que ela faz, divulgando o trabalho para outras pessoas, olhe por ela, cuide, ande junto, dê carona, dê afeto. Doe seu tempo, suas habilidades.
  4. Meta a colher – Sai fora daquele velho ditado que “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”, mete sim! Se você perceber comportamentos fora do normal, fora de brigas e discussões de casal, entre no meio, questione, se posicione, tente abrir os olhos da mulher que está na relação. Fique sempre atenta, observe, ouça e fique a disposição.
  5. Repense, desconstrua – Tudo que você já falou, as piadas que contou, a visão de mulher frágil e fútil, o pensamento que “lute como uma garota” é uma briga de puxar cabelos e dar unhada. A loira burra, a vagabunda, a mulher que só gosta de dinheiro, mulher mal amada, mal comida, mulher mais homem que … Preste atenção quando qualquer pensamento, comentário ultrapassado surgir e desconstrua!

Vamos crescer e lutar lado a lado!

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.