Sobre o @SWUbrasil Pontos fracos e fortes – Pontuados por quem amou

Oi pessoal,

Se você espera ler críticas realmente falando mal do evento vai se decepcionar. Eu gostei do SWU, aproveitei MUITO, curti as bandas que esperava ver e como todo evento, sei dizer que é claro há falhas, que podem ser corrigidas no dia seguinte ou então na próxima edição.

E é claro, se houver uma próxima edição e com bandas tão boas quanto, estarei lá!

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Somos muito diferentes uns dos outros e educação social e ambiental aprendemos em casa e nas escolas, mas infelizmente não funciona em todos. Então não devemos culpar unica e exclusivamente muitas falhas no evento, e isso se aplica inclusive às filas!

Pontos negativos:

Caminho para chegada e saída. Duas estradinhas de terra e muitos táxis, ônibus e carros. (mas ainda sim, a organização não poderia criar rodovias)

Ausência de transporte saindo de Campinas e Sorocaba – afinal, eram cidades muito próximas que também estavam recebendo pessoas para o evento.

Confusão para ir embora – aparentemente ninguém sabia exatamente como sair de lá as duas horas da manhã, então foi uma bagunça – acredito que foi organizado nos dias seguintes.

Preço de bebidas e alimentação – Uma cerveja e um refrigerante a R$6,00? Um espetinho a R$6,00? Um pacote de bolacha a R$4,00? Isso que eram patrocinadores!

Falta de latas de lixo – Mesmo que haviam pessoas recolhendo durante e após os shows, no final da noite estávamos muito próximos de caminhar sobre o lixo.

– Falta de padrão na revista da equipe de segurança e policiais – Cada dia passei por um método diferente, alguns perguntam se eu possuía algo, outros apalpavam e outros levavam faziam vistas grossas.

Som alto da tenda Heineken – no intervalo entre uma música e outra nos palcos principais, era realmente irritante ter que ouvir música eletrônica.

Pane no sinal de celulares – Os telefones até possuíam sinal, mas não completavam a ligação, 3G não conectava e mesmo a wi-fi tão anunciada não acessava nada. Pelo que ouvi somente clientes Oi conseguiam linha, já que era uma antena da Oi instalada no meio do evento. Somente depois de mais de 10 tentativas conseguíamos fazer a ligação.

Palcos principais muito baixos – a intenção era boa, mas mesmo com o terreno íngreme para todos aqueles não providos de pelo menos 1 metro e 80 centímetros, não conseguiam enxergar nem a cabeça do baterista.

– Ainda quanto a visibilidade do palco, as tendas instaladas no chão, branca no meio dos palcos era absurda ainda que haviam duas menores suspensas. Por que não era tudo suspenso, mesmo que o espaço fosse bloqueado por segurança das cabines, pelo menos daria para enxergar os palcos.

– Não funcionou o uso do refil ou canecas para a cerveja – resultado, mais copos utilizados.

Distribuição do “Porta-bituca” – por um acaso eu vi um moço entregando na área onde estavam sendo separados e reciclados o lixo recolhido e não na entrada como haviam divulgado, facilitando o uso e evitando tanta bituca jogada no chão.

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Pontos positivos:

Sinalização e equipe de organização. Até a chegada na entrada do evento havia equipe indicando e sinalizando o caminho.

Área para cadeirantes, deficientes e pessoas com muleta – Era uma plataforma elevada, o que eu achei realmente legal.

Alimentos para todos os gostos – Cachorro quente, sanduíches, massas, espetinho, batata frita, temaki e variedade para vegetarianos. – Por sinal comi um vegieburger muito bom!

Instalações artísticas – torre da Heineken na entrada, barco com artigos encontrados no lixo (sofá, cabide, eletrônicos, placas, etc), labirinto de cubos de lixo reciclável, ônibus verde, caixas de som da rádio Oi, Containeres reutilizados.

Separação dos materiais em tempo quase integral por uma equipe – além da separação, já eram formados os grandes cubos por material (latas e plásticos)

As bandas, mesmo com a anarquia gerada pelo Rage Against the Machine, não há com dizer que não houve uma boa seleção de bandas. Tinha música para várias gerações do Rock, estilos dentro do cenário do rock, indie, alternativo. (Fico somente nestes estilos, longe do eletrônico) Cada banda que se apresentou levantou o público de sua maneira, levou seus fã clubes e até mesmo fãs que gostam do som ou aqueles que ouviram antes de ir e simpatizaram.

– Espaço para as novas bandas, e acredite estava sempre cheia.

Agilidade na mudança de palco – Quando uma banda terminava era incrível a velocidade da equipe para retirar os equipamentos e preparar o palco para a apresentação seguinte.

Segurança – o tempo todo ficavam circulando pelo evento equipes de 2 ou 3 seguranças – que pelo visto eram seriam necessários caso houvessem brigas, agressões, invasões, etc e não para o porte e consumo de maconha (que por lá era consumido como um cigarro comum – o que acho que auxiliou na não ocorrência de brigas, se for melhor ser visto desta forma)

O espaço – a área é absurdamente grande. E talvez eu deveria exagerar mesmo, porque tudo era longe, mas era legal para fugir um pouco das músicas (se alguém quisesse realmente fugir disso)

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Claro que aqui posso falar somente do que vi e presenciei, não posso realmente falar da área de camping, banheiros (não bebi para não precisar nem usar), tenda Techno, ônibus e bolsões de estacionamento.

Quanto as diversas críticas ao evento: 1- Inveja por não ter o dinheiro guardado/ morar longe de mais/ pais não deixar/ não ter companhia e coragem de ir sozinho (a) 2- Não ser realmente o estilo musical da pessoa 3- Enfrentou problemas pessoais durante o evento (azar na hora da fila, assalto por descuido, foi somente um dia e não viu os problemas corrigidos no outro, pediu uma comida que não tinha mais, chegou no guichê de fichas quando acabou o estoque, etc) Tem gente que enfrenta um problema e sai criticando o evento como um todo.

Eu tive problema para ir embora no primeiro dia, mas logo no segundo vi que estava tudo certo na chegada e saída.

Quanto a sustentabilidade: Acredito que muita coisa poderia ter sido evitada como o uso excessivo dos copos descartáveis (como na oktoberfest – desconto por levar a caneca), bitucas no chão, falta de lixos espalhados, lixos acumulados nos quiosques de venda de bebidas espalhados por todo o espaço, excesso de lixo nas áreas externas do evento, etc.

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Espero que o pós evento seja realmente seguido a risca e que as árvores plantadas não sejam pinos! Para quem não sabe, pinos são aquelas árvores altíssimas, que chegam à altura máxima em aproximadamente 5 anos e serve no máximo para fazer papel. E qual o mal nisso? Toda uma floresta é destruída com sua variedade de árvores e plantas e que realmente fazem todo o trabalho beneficente na terra e no ar para serem plantados pinos que são ditos como reflorestamento. E todo mundo acha lindo aquelas enormes áreas verdes.

E é isso que consegui lembrar!

Uma ótima meia semana para todos.

BeijoTchau

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.