Um mês sem abrir meu Facebook – Como é?

Tem quase um ano que excluí o aplicativo do Facebook no celular. Muitas vezes procrastinando acabava rodando por lá e só me fazia mal. O que antes era uma rede social de amigos e suas atualizações da vida, pouco se vê de imagens ou relatos sobre seus dias, sejam eles bons ou ruins. Entre grupo de animais fofos e pouco de páginas que escolhi seguir lá estavam piadas de mal gosto, repostagem de notícias sem referência de verdade, comentários absurdos de pessoas que sempre admirei. Notícias ruins, muita coisa que eu jamais apoiaria ou acreditaria. Então a cada procrastinada, uma decepção, um mal estar. Deletei!

Durante um bom tempo percebi que aquilo não me fazia falta, aliás, me fazia muito bem. Mas continuava com meu acesso via web para ver alguns grupos e atualizar as páginas que trabalho. Só que durante as eleições caí no mesmo buraco de mal estar e decepção. Era muita maldade, piada com cheiro de bosta, argumentos absurdos para coisas tão profundas. Percebi que pouco poderia fazer, não sou de entrar em discussões, nunca fui boa de argumentos e se eu não estava bem com aquela exposição, não faria bem nenhum lá. Sem falar que não seria normal deletar um bando de gente  e até mesmo familiares e criar uma bolha. Preferi sair, ou melhor, me afastar.

Afinal de contas, a rede social já não servia mais com aquele antigo propósito de me atualizar da vida de pessoas queridas, nem mesmo conversar, já que tenho o telefone delas. Por lá, virou um bando de jornalistas sem formação, comentaristas, reclamadores de plantão, disseminadores para quem quiser ler e acreditar naquelas palavras. Eu não quis mais ser audiência. Nem mesmo para acompanhar os eventos rolando na cidade servia mais. Perdeu o propósito para mim.

E agora já faz mais de um mês que abri o Facebook pela última vez. Atualizo as minhas páginas pelo aplicativo do celular com tranquilidade, respondo mensagens e comentários. Sinto falta de dois grupos, mas vivo bem sem eles. Aquele antigo FOMO (fear of missing out – medo de estar perdendo algo ou estar por fora) vai saindo de mim e eu não ligo mais. Cada dia recebo mais emails tentando me fazer voltar e um pior que o outro como: “você viu o que fulano comentou na foto de não sei quem?”, “fulano compartilhou um link de não se onde”, “não perca a atualização de bla bla” e assim por diante.

Estou tranquila e aos poucos vou até mesmo mudando meus cadastros que antes eram logados diretamente com o facebook e criando um perfil direto meu. Era um controle da minha vida aberto. Me sinto mais leve! E a internet que sempre serviu de entretenimento e atualização segue seu caminho. Vejo fotos das pessoas pelo Instagram, me atualizo de notícias em sites, vejo videos legais no YouTube e a vida segue. Bem mais tranquila!

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.