Você pensa sobre o que você come?

Eu sou uma constante observadora de comportamento humano e meu lugar favorito de realizar isso é no mercado. É lá que eu presto atenção nas compras do carrinho em frente ao meu no caixa ou como as pessoas se movimentam, escolhem seus produtos, dividem espaço com as outras pessoas.

Quando eu olho um carrinho dá para perceber se é:

  1. Compras aleatórias com o que faltou em casa.
  2. Compra grande, quase compra do mês.
  3. Compra para um prato específico.

Eu amo conseguir ver que a pessoa está comprando os ingredientes para um strogonoff, um churrasco ou alguma outra refeição. É sempre uma compra pequena e simples, com alguns ingredientes para o preparo.

Mas são as compras grandes que dizem muito mais sobre as pessoas. O quanto elas cozinham e se cozinham. E é nesse ponto que quero tocar hoje. E quero que você faça esse exercício na próxima vez que for ao mercado.

Olhe sua cestinha, o seu carrinho e julgue ela. Só você pode fazer isso por você – se outra pessoa o fizer, o problema é dela. O quanto de alimentos prontos e processados você consome? Como você está cuidando do seu corpo e sua saúde?

Você tem o hábito de ler o rótulo dos produtos que consome? Na seleção dos enlatados, você escolhe aleatoriamente ou olha qual tem menos sódio e produtos químicos camuflados? Você repara na quantidade de açúcar que tem em cada produto embalado? Você pensa sobre isso quando compra e consome algo?

Eu sei que a vida é corrida, que tem gente que não tem tanta aptidão na cozinha, mas olha, tem muita comida maravilhosa que não leva nem 30 minutos para ser preparada (é só seguir a Rita Lobo). E ninguém nasce sabendo cozinhar não, é preciso prática, aprendizado, conhecimento, treinamento, como qualquer outra atividade. É preciso também de uma boa dose de boa vontade, é claro. Não adianta reclamar que não sabe nem fritar um ovo e com essa desculpa não prepara nem um macarrão.

E não tô dizendo que precisa ficar louca da comida, eliminar tudo que tem no armário e viver de verdura, nada disso. Os alimentos estão aí para serem consumidos, mas é muito melhor quando vemos o preparo, sabemos com o que foi feito, a qualidade de cada ingrediente.

É para o nosso corpo!

Você nunca pensou no alimento como medicamento fresco? Cada item da natureza pode nos proteger de algo, até mesmo um bom chocolate (não aquelas gorduras com sabor). Um macarrão com ingredientes frescos, alho, tomates de qualidade, uma lasanha bem feita, um prato de arroz com feijão com temperos frescos. Um suco de limão caseiro, um chá com ervas secas compradas a granel. Um bolo feito com amor e bons ingredientes, sem embalagem do mercado, mas garantindo a renda de alguém que realmente precisa. Bolachinhas caseiras que são perfeitas para o café da tarde, sem gordura ruim, sem aromatizante, sem corante. Mesmo o docinho de vez em quando faz bem pra gente, pra nossa mente. E os alimentos que são puros da natureza tem um poder absurdo, é sério. Cuidando e mudando uma alimentação é possível curar problemas na pele, proteger nossos órgãos, prevenir milhões de doenças.

Com que frequência você adoece? Uma dor aqui, uma pontada ali, um mal estar, uma gripe que parece que nunca passa. Muita coisa está diretamente ligada a sua alimentação e você precisa pensar nisso! Lembre disso quando pegar pizza e lasanha congelada.

É prático? Ô se é! Mas você sabia que é mega prático preparar uma e que vai demorar os mesmos 30 minutos? Não tem muito segredo cozinhar coisas simples e práticas. As melhores comidas são aquelas feitas em casa, com amor. E se você não sabe preparar, pede ajuda, chame aquele seu amigo que cozinha bem para dar umas aulas, compre um caderno e vá anotando receitas, dicas, passo a passo. Assista programas ou canais de culinária para aprender, não só para sentir fome e passar vontade!

Julgue sempre suas compras, os rótulos e pense sempre no seu corpo e no quanto está cuidando dele.

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Mari Medeiros

Relações Públicas, fotógrafa, maquiadora, conectada e que gosta de fazer de tudo um pouco pra não cair no tédio.